RAAS: o que é o Registro das Ações Ambulatoriais de Saúde
RAAS é a sigla de Registro das Ações Ambulatoriais de Saúde: o instrumento do SIA/SUS usado para lançar, com periodicidade mensal, os atendimentos de dois tipos de serviço — Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e equipes de Atenção Domiciliar. Sem esse lançamento, o serviço não comprova produção perante o Ministério da Saúde, o que afeta diretamente o financiamento recebido.
Origem e o que o RAAS mudou
O RAAS foi instituído pela Portaria GM/MS nº 276, de 30 de março de 2012, com o objetivo de acompanhar o cuidado dentro das Redes de Atenção à Saúde — não apenas contar procedimentos isolados, como fazia o Boletim de Produção Ambulatorial (BPA) tradicional. Para CAPS e Atenção Domiciliar, o RAAS passou a registrar a trajetória do usuário no serviço ao longo do tempo, vinculando cada ação realizada a uma pessoa identificada, e não só a um código de procedimento solto.
As duas modalidades: RAAS-PSI e RAAS-AD
| RAAS-PSI | RAAS-AD | |
|---|---|---|
| Serviço de origem | CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) | Equipe de Atenção Domiciliar (EMAD/EMAP) |
| O que registra | Procedimentos de cuidado psicossocial, dentro ou fora da unidade, após o ingresso do usuário no serviço | Ações de cuidado domiciliar, incluindo visitas e procedimentos realizados na casa do paciente |
| Quem é o titular do registro | O usuário do CAPS já vinculado ao serviço | O paciente cadastrado no programa de atenção domiciliar |
| Vinculado a | SIA/SUS | SIA/SUS |
O que é lançado no RAAS-PSI, na prática
Depois que o usuário ingressa no CAPS, cada atendimento relevante do mês — consulta médica, atendimento de enfermagem, oficina terapêutica, atendimento em crise, visita domiciliar feita pela equipe do CAPS — deve constar no RAAS-PSI daquele usuário. O registro é cumulativo: o histórico de procedimentos do mês compõe o relatório de acompanhamento, e é a partir dele que a gestão local e o Ministério da Saúde enxergam a intensidade de cuidado que aquele usuário está recebendo.
Quem preenche e com que periodicidade
O preenchimento é responsabilidade da equipe técnica do CAPS ou do serviço de atenção domiciliar, normalmente centralizado por quem faz o registro de produção da unidade — mas depende dos profissionais assistenciais registrarem cada procedimento realizado para que o lançamento mensal seja completo. É um preenchimento manual, feito produção a produção, o que costuma consumir tempo considerável da equipe ao final de cada mês.
Perguntas frequentes
RAAS substitui o BPA em todos os serviços?
Não. RAAS-PSI e RAAS-AD são específicos para CAPS e Atenção Domiciliar. Outros serviços ambulatoriais do SUS continuam lançando produção por BPA ou por outros instrumentos do SIA/SUS, conforme o tipo de procedimento.
O médico do CAPS precisa preencher o RAAS pessoalmente?
Depende da organização de cada serviço — em muitos CAPS, a equipe técnica centraliza o lançamento a partir dos registros de atendimento de cada profissional, incluindo o médico. O que não muda é a necessidade de o atendimento estar documentado individualmente para entrar no relatório do usuário.
Existe RAAS para hospital-dia ou ambulatório especializado fora de CAPS e Atenção Domiciliar?
Não nos mesmos moldes. O RAAS, como instrumento, foi desenhado especificamente para essas duas linhas de cuidado; outros serviços seguem os instrumentos de registro próprios do SIA/SUS ou do SIH/SUS, conforme o caso.
Documentar cada atendimento do CAPS com clareza — o que foi feito, a evolução do usuário, a conduta — é o que sustenta tanto o prontuário quanto o lançamento mensal no RAAS-PSI. A Solara ajuda nessa parte gerando evolução psiquiátrica a partir da gravação da consulta, sem tirar tempo da equipe no fim do mês. Conheça em solara.doctor.