Guia TISS: os 5 tipos e quando usar cada uma

O Padrão TISS não tem uma guia única — são cinco modelos diferentes, cada um para um tipo de atendimento, definidos pela ANS. Usar a guia errada para o evento errado é um dos motivos mais comuns de glosa administrativa, antes mesmo de discutir o código do procedimento.

As 5 guias do padrão TISS

Guia Sigla Quando usar
Guia de Consulta GC Consulta eletiva, sem nenhum procedimento associado
Guia de Serviço Profissional / SADT SP/SADT Exames, pequenas cirurgias, terapias, atendimento domiciliar, consulta com procedimento, quimioterapia, radioterapia
Guia de Resumo de Internação RI Fechamento do faturamento de uma internação completa
Guia de Honorário Individual HI Honorário de profissional pago diretamente a ele, dentro de uma internação
Guia de Outras Despesas OD Materiais, medicamentos, aluguel de equipamento, taxas — sempre vinculada a uma guia principal (SP/SADT ou Resumo de Internação)

Como escolher a guia certa na prática

  • Consulta sem procedimento nenhum (só anamnese e exame físico): Guia de Consulta.
  • Consulta em que você pediu ou fez um procedimento no mesmo atendimento (sutura, biópsia, infiltração): SP/SADT, não Guia de Consulta.
  • Paciente internado, você quer faturar seu honorário à parte: Guia de Honorário Individual, vinculada à internação.
  • Usou material especial, órtese ou medicamento fora do pacote: Guia de Outras Despesas, anexada à guia principal — nunca isolada.

Erros mais comuns que geram glosa

  • Faturar consulta com procedimento usando Guia de Consulta em vez de SP/SADT.
  • Enviar Guia de Outras Despesas sem vincular à guia principal correspondente.
  • Divergência entre o código TUSS informado na guia e o procedimento efetivamente registrado no prontuário/evolução.
  • Preencher dados do beneficiário (nome, número da carteirinha, validade) desatualizados.

Checklist antes de enviar a guia

  • A guia escolhida corresponde ao tipo real do atendimento (consulta pura x com procedimento x internação)?
  • O código TUSS informado bate com o que foi de fato realizado e registrado na evolução?
  • Se houve material ou medicamento à parte, a Guia de Outras Despesas foi anexada à guia principal?
  • Dados do beneficiário e do prestador estão completos e atualizados?
  • Data, assinatura (ou certificado digital) do responsável técnico constam na guia?

FAQ

A Guia de Consulta pode incluir um procedimento?

Não. Se houve qualquer procedimento associado à consulta, o correto é a guia de SP/SADT — usar a Guia de Consulta nesse caso é motivo típico de glosa.

O que acontece se eu usar a guia errada?

Na maioria das operadoras, o item é glosado administrativamente e você precisa reenviar com a guia correta, o que atrasa o pagamento e aumenta o retrabalho do consultório.

Toda operadora usa exatamente as mesmas guias?

Sim, os cinco tipos são padronizados nacionalmente pela ANS. O que varia entre operadoras é o sistema eletrônico de envio, não a estrutura da guia.

Quanto mais alinhado o registro clínico está com o procedimento faturado, mais fácil é justificar a guia escolhida se a operadora questionar depois. Um escriba clínico por IA como a Solara ajuda a manter esse registro em dia, gravando a consulta e organizando a evolução no mesmo padrão do atendimento realizado.

Fonte: ANS — Padrão para Troca de Informação de Saúde Suplementar (TISS)