Guia SP/SADT: o que é e como preencher no TISS

SP/SADT é a guia do padrão TISS usada para solicitar autorização e cobrar consultas com procedimentos, exames, pequenas cirurgias, terapias e atendimento domiciliar — praticamente tudo que não é uma consulta simples nem uma internação. Errar o preenchimento dela é uma das causas mais comuns de glosa em consultório e clínica.

O que é a guia SP/SADT

SP/SADT significa Serviço Profissional / Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia. É uma das guias do Padrão TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar), definido pela ANS para padronizar a comunicação entre prestadores e operadoras de planos de saúde. Ela cumpre duas funções: solicitar autorização prévia (quando o procedimento exige) e, depois, cobrar o evento realizado.

Quando usar SP/SADT (e quando não usar)

A guia SP/SADT é usada para:

  • Consultas com procedimento associado (ex.: pequena cirurgia ambulatorial no mesmo atendimento).
  • Exames complementares (laboratoriais, imagem).
  • Terapias (quimioterapia, radioterapia, terapia renal substitutiva).
  • Remoção e atendimento domiciliar.
  • SADT solicitado durante internação, quando não coberto pela guia de internação.

Não use SP/SADT para consulta simples sem procedimento (guia própria de consulta) nem para internação eletiva ou de urgência (guia de internação, com guia de honorário/SP-SADT complementar quando aplicável).

Campos que não podem faltar

Campo O que preencher Ponto de atenção
Número da guia Numeração sequencial do prestador Não pode repetir nem ficar em branco
Dados do beneficiário Nome e número da carteirinha Conferir vigência do plano na data do atendimento
Dados do contratado executante CNPJ/CPF e código na operadora Precisa bater com o profissional que efetivamente atendeu
Código do procedimento (TUSS) Código da Tabela TUSS correspondente Procedimento não coberto pela TUSS gera glosa automática
Indicação clínica CID ou justificativa textual Sem relação clara com o procedimento solicitado, a operadora nega
Data de realização Data efetiva do atendimento Divergência com o prontuário é motivo comum de auditoria
Valor solicitado Conforme tabela contratada (CBHPM, própria, etc.) Valor fora da tabela pactuada trava o pagamento

Erros comuns que geram glosa

O erro mais frequente é a divergência entre o que está escrito na guia e o que está registrado no prontuário — código de procedimento sem exame físico ou evolução que sustente a indicação, data divergente, ou CID que não bate com o quadro descrito. Outro erro clássico é solicitar autorização prévia para procedimento que exige DUT (Diretriz de Utilização) sem anexar os critérios exigidos pela diretriz.

Checklist antes de enviar a guia SP/SADT

  • Número da guia sequencial e sem repetição
  • Carteirinha do beneficiário vigente na data do atendimento
  • Código TUSS correto para o procedimento realizado
  • CID/indicação clínica compatível com o procedimento
  • Data da guia igual à data no prontuário
  • Valor de acordo com a tabela contratada
  • Anexos de DUT, quando exigidos, presentes

Perguntas frequentes

SP/SADT serve para consulta de retorno simples?

Não, quando não há procedimento associado. Consulta simples usa a guia de consulta própria do padrão TISS.

Preciso de autorização prévia para todo SADT?

Depende do contrato com a operadora e da complexidade do procedimento — exames de baixa complexidade costumam ter autorização automática, enquanto procedimentos de alta complexidade e OPME quase sempre exigem autorização prévia.

Onde encontro a especificação completa do padrão TISS?

O componente organizacional e os manuais de preenchimento são publicados pela ANS em gov.br/ans.

Consistência entre o que vai na guia e o que está no prontuário é o que evita glosa — e é exatamente onde entra documentar bem cada atendimento. A Solara organiza anamnese e evolução a partir da gravação da consulta, com o mesmo nível de detalhe que sustenta a cobrança na SP/SADT.