Modelo de laudo de videolaringoestroboscopia: estrutura pronta
A videolaringoestroboscopia avalia a vibração das pregas vocais, e o laudo precisa descrever isso de forma padronizada: onda mucosa, simetria, fechamento glótico e lesões. A estrutura abaixo pode ser copiada e adaptada ao seu serviço.
O que descrever além da anatomia
A laringoscopia comum mostra a morfologia. A estroboscopia acrescenta a função vibratória, e é ela que justifica o exame. Por isso o laudo deve ter, no mínimo:
- Técnica: tipo de endoscópio (rígido ou flexível), fonte de luz estroboscópica e tolerância do paciente.
- Morfologia das pregas vocais, aritenoides, bandas ventriculares, epiglote e seios piriformes.
- Mobilidade das pregas vocais.
- Parâmetros vibratórios: amplitude, onda mucosa, simetria, periodicidade e fechamento glótico.
- Conclusão com o achado principal.
Parâmetros vibratórios mais usados
| Parâmetro | O que registrar |
|---|---|
| Amplitude de vibração | Normal, reduzida ou ausente, por prega |
| Onda mucosa | Presente, reduzida ou ausente, por prega |
| Simetria de fase | Simétrica ou assimétrica |
| Periodicidade | Periódica ou aperiódica |
| Fechamento glótico | Completo, fenda fusiforme, fenda posterior, fenda em ampulheta, entre outros padrões |
| Nível vertical das pregas | Mesmo plano ou desnível |
Use os termos que o seu serviço já adota; o importante é manter o mesmo vocabulário em todos os laudos para facilitar a comparação entre exames.
Modelo copiável
VIDEOLARINGOESTROBOSCOPIA
Paciente: [NOME] Data: [DATA]
Solicitante: [MÉDICO SOLICITANTE]
Indicação: [DISFONIA / ROUQUIDÃO / AVALIAÇÃO DE LESÃO / PÓS-OPERATÓRIO]
Técnica: endoscópio [RÍGIDO 70° / FLEXÍVEL], luz estroboscópica. Tolerância: [BOA / LIMITADA POR REFLEXO NAUSEOSO].
MORFOLOGIA:
Epiglote: [ASPECTO]. Pregas ariepiglóticas: [ASPECTO]. Aritenoides: [ASPECTO].
Bandas ventriculares: [SEM HIPERCONSTRIÇÃO / HIPERCONSTRIÇÃO].
Pregas vocais: bordas [LISAS / IRREGULARES], coloração [NORMAL / HIPEREMIADA]. Lesões: [AUSENTES / DESCREVER: LOCALIZAÇÃO NO TERÇO, LADO, TAMANHO, ASPECTO].
Subglote visualizada: [SEM ALTERAÇÕES / DESCREVER].
MOBILIDADE: prega vocal direita [NORMAL / REDUZIDA / IMÓVEL]; esquerda [NORMAL / REDUZIDA / IMÓVEL].
ESTROBOSCOPIA:
Amplitude: D [ ], E [ ].
Onda mucosa: D [ ], E [ ].
Simetria de fase: [ ]. Periodicidade: [ ].
Fechamento glótico: [PADRÃO].
Nível vertical: [MESMO PLANO / DESNÍVEL].
CONCLUSÃO:
[DIAGNÓSTICO ENDOSCÓPICO / DESCRIÇÃO DO ACHADO PRINCIPAL].
Sugere-se correlação com avaliação fonoaudiológica e clínica [SE APLICÁVEL].
[NOME DO MÉDICO] — CRM [NÚMERO]/[UF] — RQE [NÚMERO, SE HOUVER]
Cuidados no registro
- Documente se houve imagens ou vídeo arquivados e onde ficam armazenados.
- Em controle pós-operatório, compare explicitamente com o exame anterior (data e parâmetros).
- Descreva limitações (reflexo nauseoso, tempo de fonação curto) para justificar eventual repetição do exame.
Perguntas frequentes
O laudo de estroboscopia substitui o da nasofibrolaringoscopia?
Não são o mesmo exame. A estroboscopia acrescenta a avaliação vibratória; o laudo precisa conter os parâmetros específicos, não só a morfologia. Veja também o modelo de nasofibrolaringoscopia.
Preciso dar um diagnóstico no laudo?
Descreva o achado endoscópico de forma objetiva. A conclusão pode apontar o diagnóstico mais provável, mas a correlação clínica fica com quem solicitou o exame.
Como registrar um exame tecnicamente limitado?
Informe a limitação na técnica e na conclusão, indicando quais parâmetros não puderam ser avaliados.
Tempo de laudo
Se o texto base é sempre o mesmo, deixe-o salvo como modelo e ajuste só os achados; a Solara permite ditar o exame e receber o documento estruturado para você revisar e assinar.