Modelo de laudo de densitometria óssea: estrutura completa
A densitometria óssea (DXA — absorciometria por dupla emissão de raios-X) mede a densidade mineral óssea em g/cm² e converte o resultado em T-score e Z-score. São essas duas colunas, bem preenchidas por sítio ósseo, que definem se o paciente está normal, com osteopenia ou com osteoporose — e é isso que o médico solicitante e o convênio esperam encontrar no laudo, sem precisar recalcular nada.
Sítios avaliados e o que cada um significa
O exame padrão avalia pelo menos dois sítios, normalmente:
- Coluna lombar (L1-L4) — mais sensível a mudanças precoces, mas pode ser superestimada por osteófitos, calcificação aórtica ou fraturas prévias em idosos.
- Fêmur total e colo do fêmur — referência para risco de fratura de quadril, menos sujeita a artefatos degenerativos.
- Terço distal do rádio (antebraço não dominante) — usado quando quadril e coluna não são avaliáveis (obesidade acima do limite da mesa, prótese bilateral de quadril, hiperparatireoidismo).
Classificação (critério da OMS)
| T-score | Classificação |
|---|---|
| ≥ -1,0 | Normal |
| entre -1,0 e -2,5 | Osteopenia (baixa massa óssea) |
| ≤ -2,5 | Osteoporose |
| ≤ -2,5 + fratura por fragilidade | Osteoporose estabelecida (grave) |
O T-score compara o paciente com o pico de massa óssea de adultos jovens do mesmo sexo e é o parâmetro usado em mulheres na pós-menopausa e homens ≥ 50 anos. Para mulheres pré-menopausa, homens < 50 anos e crianças, use o Z-score (compara com a média da mesma idade, sexo e etnia): Z-score ≤ -2,0 é descrito como "abaixo do esperado para a idade cronológica" — o termo osteoporose não deve ser usado nesse grupo apenas pelo número, exige contexto clínico (fratura, corticoide crônico, doença de base).
Modelo de laudo pronto para copiar
LAUDO DE DENSITOMETRIA ÓSSEA (DXA)
Paciente: [NOME]
Data de nascimento: [DD/MM/AAAA] Sexo: [M/F]
Data do exame: [DD/MM/AAAA]
Equipamento: [MODELO/FABRICANTE]
Médico solicitante: [NOME]
INDICAÇÃO CLÍNICA: [ex.: rastreamento pós-menopausa / seguimento
de tratamento / uso crônico de corticoide / hiperparatireoidismo]
RESULTADOS POR SÍTIO
Coluna lombar (L1-L4)
DMO: [X,XXX] g/cm² T-score: [-X,X] Z-score: [-X,X]
Fêmur total (esquerdo/direito)
DMO: [X,XXX] g/cm² T-score: [-X,X] Z-score: [-X,X]
Colo do fêmur (esquerdo/direito)
DMO: [X,XXX] g/cm² T-score: [-X,X] Z-score: [-X,X]
[Terço distal do rádio, se aplicável]
DMO: [X,XXX] g/cm² T-score: [-X,X] Z-score: [-X,X]
RESSALVAS TÉCNICAS: [ex.: osteófitos em L3-L4 podem
superestimar a DMO lombar / paciente com prótese de quadril
direito, fêmur avaliado apenas à esquerda]
CONCLUSÃO
[Normal / Osteopenia / Osteoporose] em [sítio de pior classificação],
segundo critério da OMS.
[Comparação com exame anterior de DD/MM/AAAA, se houver: variação
percentual de DMO por sítio, dentro ou fora da variação mínima
significativa do aparelho.]
[LOCAL], [DATA]
[NOME DO MÉDICO] — CRM [UF] [NÚMERO]
Erros que geram laudo inconclusivo ou glosa
- Comparar T-score entre aparelhos diferentes. Cada fabricante tem sua própria curva de referência — para seguimento, o ideal é repetir sempre no mesmo equipamento.
- Usar T-score em mulher pré-menopausa. O correto é Z-score; usar T-score aqui superestima o diagnóstico de osteoporose.
- Não registrar a variação mínima significativa (VMS) ao comparar com exame anterior — sem isso, não dá para dizer se a variação de DMO é real ou apenas ruído do método.
- Esquecer as ressalvas técnicas (osteófitos, calcificação vascular, artefatos) quando a coluna lombar destoa muito do fêmur — isso é frequentemente questionado por auditoria.
Perguntas frequentes
Com que intervalo repetir a densitometria?
Depende do risco basal e da conduta em curso — geralmente 1 a 2 anos em tratamento ou seguimento de baixa massa óssea, e intervalos maiores em pacientes de baixo risco. Não existe um número fixo válido para todos os casos; a decisão é clínica.
T-score e Z-score podem estar em faixas diferentes no mesmo laudo?
Sim, principalmente em sítios diferentes (coluna vs. fêmur) ou quando artefatos elevam artificialmente um dos valores. O laudo deve reportar ambos por sítio, não apenas o pior número.
O laudo deve mencionar risco de fratura (FRAX)?
Quando solicitado ou clinicamente relevante, sim — mas isso é um cálculo complementar, não substitui a classificação por T-score/Z-score.
Se sua rotina inclui muitos laudos parecidos com pequenas variações de paciente para paciente, vale automatizar a parte repetitiva: a Solara grava a consulta e monta a documentação clínica a partir do que foi dito, deixando o laudo pronto para revisão em vez de digitado do zero.